quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Vão trabalhar, malandros!



Esta coisa, não me ocorre nenhum adjectivo para classificar essa tal de coisa de que vou falar, nem em grau, nem em número, nem mesmo na real importância (que não tem), por isso fica só assim, coisa. Assim, esta coisa dos funcionários públicos terem que trabalhar mais uma hora, faz-me chorar de rir, lembra-me aquela anedota do compadre alentejano, que se levantava todos dias de madrugada para conseguir estar mais tempo sem fazer nada.

É disto que se trata, obrigar os camaradas e companheiros a estarem mais uma hora sem produzir nada, e não pensem que é fácil, imagino a dificuldade de tão árdua tarefa, têm de fazer mais uns posts no facebook, ler mais uma tretas em bolgs como este que se traduzem em pura perda de tempo, jogar mais um bocado de farm ville, e ao mesmo tempo tentarem manter uma pose de irritados, carregadores de tal fardo que nem Cristo o trocava pela cruz.

Quando penso por outro lado na votada constitucionalidade de tal norma no palácio ratton ai não consigo parar mesmo de rir, então as divinas cavalgaduras dos magistrados deram como constitucional esta coisa? E agora? Vão se queixar onde, ou o TC só é sagrado quando nos dá jeito?

Para tentar perceber como vão passar esta hora a mais aderi a um dos muito grupos no facebook intitulados de “Que se lixe a Troika”, estava certo que era aqui que ia encontrar muitos funcionários públicos, pensei também que eventualmente ia encontrar livres-pensadores, cidadãos interessados em promover a diferença pela postura e pela inteligência. Nada mais errado, parece um concurso de quem manda a melhor boca, não estou a perceber a grandiosidade da diarreia mental. Nestes grupos e também na sociedade em geral pois destes grupos se consegue extrapolar uma panorâmica mais geral, vive-se aquartelado numa luta de classes, que a continuarem a guerrear-se acabarão por se destruir mutuamente.

Devíamos estar mais atentos ao que a história repetidamente nos tem ensinado, sempre que se acentua a diferença entre pobres e ricos, crescendo o contingente da miséria, floresce o terreno onde se cultivam os tiranos.

A nossa sorte é que somos todos uns tugas suaves…


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