segunda-feira, 25 de novembro de 2013

E os Bêbados...?



Volto hoje a erguer a voz contra as injustiças, na defesa dos desprotegidos, amanhã é a votação global do OE e ainda não ouvi ninguém a defender os Bêbados!

Que culpa têm os bêbados do estado a que isto chegou? Não seria mais suportável esta conjuntura se andássemos todos permanentemente bêbados?

Ora ainda dou de barato o aumento do imposto especial sobre o Tabaco, que terá impacto directo no bem-estar comum, assim como no custo do serviço nacional de saúde, compreendo que se carregue mais imposto nesses ferozes poluidores que conduzem carros velhos a gasóleo, agora o aumento de 7% no Imposto sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas (IABA) deixa-me profundamente revoltado.

Porquê o vinho e não a coca-cola? Porque não a Pepsi (todos os tugas estarão de acordo) em vez da aguardente? Não se trata de escolhas individuais? Até por razões culturais e de desenvolvimento económico da produção nacional, se devia incentivar o consumo do vinho!

Num Portugal não muito longínquo, do cada vez mais popular e saudoso “botas”, um trabalhador rural ganhava a “jorna” na qual fazia parte integrante a denominada “data”, que correspondia a dois litros de vinho. A coisa funcionava assim, o trabalhador levava a sua vasilha que tinha de medir um litro, e enchia-a de manhã, quando à noite voltava do trabalho voltava a enche-la para levar para casa. Ora isso sim era dignificar e valorizar o trabalho de um homem. Até no antigo Egipto os escravos tinham direito à sua porção de cerveja na ração diária (pensavam que se construíam obras maravilhosas como as pirâmides do nada? A cerveja é o segredo de todas as grandes obras).

Todos os tugas deviam ter direito a uma distribuição gratuita diária de vinho e cerveja, vou até mais longe, o rendimento mínimo devia ser entregue em pão, toucinho, vinho e azeitonas. Nada de outras carnes ou iguarias, que são só para gente fidalga.

A previsão de receitas no OE para 2014 em IABA é de 181,6 milhões de euros, se todos os tugas deixarem de beber vão buscar o “guito” onde? É a prova da real importância dos bêbados, têm um contributo muito significativo para a sociedade e não têm sindicato nem fazem greves.

Para que não pensem que estou a falar de cor, deixo o quadro do OE da evolução da receita fiscal líquida do Estado 2013-2014, fica-se a saber por exemplo também que a receita do Imposto do tabaco é sensivelmente um terço da receita sobre o lucro da totalidade das empresas, e mais ou menos o dobro da receita da convergência de pensões que o Aníbal “O cruel de Boliqueime” mandou para o constitucional, era caso para o Fernando Pessa (que também gostava do seu copinho) dizer: E esta hein…?

Posto isto, cambada de Chulos, tenham respeito pelos bêbados!

 
 

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