sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tomates Coração de Boi

Meus caros leitores (sim estou a exagerar, é só um), vou esta noite escrever sobre hortícola, mais concretamente sobre tomates. Com todos sabem existem várias variedades de tomates, cada uma com as suas qualidades, benefícios e contraindicações.
O tomate cacho, o tomate cereja e entre muitos outros, o grande tomate Coração de Boi. Cada tomate Coração de Boi pode chegar a pesar quase um quilo, optimo para refugados, saladas e neste caso específico para grandes caldeiradas.
Todos nós pensávamos ao longo dos últimos meses que o Aníbal nosso Presidente na sua horta não tinha qualquer tipo de tomates, quando muito uns “tomatinhos” cereja, e somos agora confrontados com grandes tomates Coração de Boi.
Quero começar por dizer que pela primeira vez neste mandato senti que tinha valido a pena votar no Anibal, assumo que votei nele, se fosse uma questão “gay” estava a assumir que saia do armário. Quero dizer desde já que não acredito que vá sair nenhuma solução desta decisão e que devia ter ido mais longe nos seus poderes presidenciais avançando já para um governo de iniciativa presidencial, o momento que atravessamos é de tal forma urgente e critico que esta decisão peca por tardia, mas que nos deve mover para uma transversal união de salvação nacional e restauração da nossa soberania (mais ou menos, também não vamos chatear muito os gajos porque o cheque dá jeito).
Esta decisão comporta na minha humilde opinião (que pode mudar amanhã, ou seja é a modos que irrevogável) uma grande virtude, confrontarmo-nos pela primeira vez publicamente com os nossos eleitos partidários, pela primeira vez vai ser posta á prova a forma como servem a nação, como servem com vassalagem os poderes ocultos (que de ocultos já têm pouco pois isto já funciona tudo á descarada) e os seus pares nas várias agências de alavancagem dos seus quadros.
Os três partidos do arco da governação (os outros também não contam, falarei nisso amanhã) vão ser confrontados publicamente com este repto do Aníbal e vamos chegar á conclusão que neste momento estas estruturas partidárias e os seus quadros difundidos em todos os organismos de estado e afins são neste momento em si próprios o grande problema da nação, são eles o grande gerador de despesa pública e são eles que consomem a mais larga fatia dos recursos.
Não quero que pensem que defendo a elevação de um novo “Sidónio”, mas gostava que me demonstrassem que não vivemos já em ditadura, se não será só uma questão de semântica ou de figura de estilo. Nenhum deputado da nação me representa (não sei qual foi que eu elegi), todos eles representam os seus “cartéis” e os seus escritórios e directórios, o governo as autarquias são agências de colocação de quadros. Antes dos concursos públicos os contratos e as colocações eram efectivadas por nomeação, sabia-se quem nomeava e quem era nomeado responsabilizando ambos, nomeadores e nomeados, agora escolhe-se sempre o “primo” do “tio” do “irmão” e do “cunhado” (e daquele que deu o maior donativo para a campanha eleitoral), mas nunca se sabe quem tem a responsabilidade, como se fosse-mos todos a ter a responsabilidade democrática daquele tipo ir mamar na teta do estado (que secou).
A grande virtude desta decisão é deixar-nos confrontados com aqueles que elegemos, que se regem apenas pelo Principio de Peter (quem não esteja familiarizado pesquise no Google) e que infelizmente nos próximos dias nos vão brindar com um degradante espectaculo. A grande virtude da decisão do Aníbal vai ser demonstrar que temos de seguir outro caminho, é que já me parece que na primeira monarquia constitucional em 1822 era este retângulo da Tugolândia mais democrático que é hoje…

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