segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adeus Gasparzinho ...


Adeus Gasparzinho…
Interrompo hoje a minha aventura cientifico-literária (bolas… comecei ontem…) para falar do tema do dia. Quem não se lembra do “fantasminha camarada”, simpático e bonacheirão? Nesta hora de despedida é a imagem mental que me fica de Gaspar Ex Ministro das Finanças, não que o considere simpático e muito menos bonacheirão, mas pela figura simbólica de um fantasma, que incorpora o medo e a incerteza de uma outra vida no além. Se efectivamente foram assustadores estes últimos dois anos, mais assustador me parece o cenário fantasmagórico que fica com a sua saída.
Resvalámos no incerto, escorregamos definitivamente num fim de linha, fim de ciclo …
Coitado do Seguro, deve ter o rabo tão apertadinho com a aflição que nem um caroço de azeitona lá passa, nesta altura antes das Autárquicas têm que convir que isto não dá jeito nenhum, embora a escolha desta ministra por parte do nosso Primeiro seja um acto de desespero tal, que tenho dificuldade em transforma-lo em algo alegórico, apenas comparo o sentimento que o pobre deve sentir, aquele que eu sentia cada vez que calhava na equipa (quando em miúdo jogava á bola) aquele puto filho do barbeiro que não jogava nadinha, mas tinha que ser porque mais ninguém queria vir para a minha equipa, acontecia sempre que não era o dono da bola, quando levava a minha bola….ahhh escolhia sempre o Chico preto que corria como ó caralho….
Quem sai a ganhar são os do costume que gerem os cadernos de encargos dos interesses, e não pensem que me estou a referir aos grandes interesses, á banca e aos monopólios, refiro-me aos pequenos tratos de zés da esquina, aos favorzinhos, às negociatas e ao lugarzito para o primo da cunhada do vizinho do 5º esquerdo. Aqui na Tugolândia toda gente conhece alguém que até conhece o “gajo” que está a fazer as listas. O grande cancro da Tugolândia são as estruturas partidárias e a forma como são geridos os interesses dentro dos partidos, se há gente a abrir garrafas de champagne elas certamente pertencem às várias concelhias do maior partido da coligação do governo…A esta hora o Relvas já ligou a todas e ainda não dever ter conseguido parar de rir…
Voltando ao Gaspar e porque me apetece fazer de advogado do diabo, coitado também não tem sorte nenhuma, é primo do Francisco Louçã. Isto das famílias sempre me intrigou, sempre dei por mim por exemplo a imaginar como seria um jantar de natal da família Portas (Infelizmente um dos irmãos já falecido, não sei se o certo), a pobre da mãe a dizer “Ó Miguel lá vens tu outra vez com essa tshirt do barbudo da boina, veste uma camisinha do teu irmão!” com a “boazona” da irmã a rir-se (lá estou eu a fantasiar coisas…confesso que sempre tive um fraquinho pela Catarina). Como estava a dizer quero defender o Gaspar, temos de admitir que muito embora errado (ou não) ele estava convicto do caminho, e seguiu por ele sem desvios, são qualidades raras aqui pela Tugolândia.
Francamente espero que estes dois penosos anos de sacrifício não tenham sido em vão, espero que a história não venha a demonstrar que afinal o Gaspar (desgastado e derrotado pelos seus) afinal até tinha razão, isto ás vezes de ser advogado do diabo leva-nos a que o mesmo ganhe a causa…coisas do diabo e dos fantasmas…sim o fantasma do Gasparzinho vai continuar por ai…
E por falar em história e novamente em fantasmas (fantasmas do passado) temo que a situação na Tugolândia se venha a agravar de tal maneira que a solução do povo venha a ser voltar a arranjar um ditador a sério, que de pequenos ditadores já estamos fartos…Bem com essa me fico e vou beber uma mini á saúde do Gasparzinho (não vá começar a escrever merdas sérias que são como o diabo, mais vale nem se falar dele não vá estar a ouvir, já diz o ditado tuga, “longe da vista longe do coração”), espero não ter saudades tuas Gasparzinho “Fantasminha camarada”…
Eu sei, eles não te compreendem e gozam contigo com o Almanaque Borda D’Agua, claro que foi a chuva e o vento, são uns rústicos, até o cabrão do “Camone” se escavacou a rir contigo… tens razão não se faz…
Vá… não fiques assim… até tem estado um solzinho, aproveita a ver se arrebitas que andas pálido, vai ao Meco apanhar uma “corezinha”, esquece essa gorda que não é mulher para ti…

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