quinta-feira, 25 de julho de 2013

Camaradas e Companheiros

O tema de hoje é o alívio, aquela sensação fantástica que sentimos ao cagar quando estamos à rasca, até o mais nobre dos cavalheiros e a mais distinta das damas já sentiu este alívio de uma boa cagada, aquelas cagadas desprendidas e libertadoras que transformam num trono qualquer cagadeira pública.

Afinal está tudo bem na Tugolândia.

Vamos lá ser sinceros, isto de eleições legislativas não dava jeito a ninguém, e não vejo o seu propósito, estamos a viver uma harmonia tal que até as Cagarras têm respeito pelo sono do Presidente Aníbal. Com tantos compromissos já assumidos que sentido fazia misturar legislativas com autárquicas?
Já passou o susto e a aflição, todos os partidos como já tinha vaticinado mostram-se fiéis às suas gentes, esta coisa do interesse nacional tem até a sua piada mas nunca quando o interesse dos camaradas e companheiros de partido está em causa, afinal já todos sabíamos que não tínhamos estadistas. Ficou toda gente feliz e satisfeita, agora entra a “silly season”, os papões dos mercados acalmam-se porque vão comer “pitas” para os países paradisíacos do terceiro mundo, o segundo resgate está negociado para depois do orçamento de estado, e os “comunas” que comem criancinhas podem continuar a berrar que exigem eleições e mais este mundo e o outro.
Ficaram todos os partidos com representação parlamentar a ganhar, a Tugolândia que espere que está bem como está!
Agora Camaradas e Companheiros temos que arregaçar as mangas, há dois meses de intensa campanha, todos na Luta! O país está bem e feliz e pode esperar vamos lá colar cartazes!
 
Não tem que haver qualquer preocupação pois o Presidente mantém os seus poderes constitucionais e gosta muito das Cagarras que também gostam muito dele.

Avante Camaradas e Força Companheiros!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tomates Coração de Boi

Meus caros leitores (sim estou a exagerar, é só um), vou esta noite escrever sobre hortícola, mais concretamente sobre tomates. Com todos sabem existem várias variedades de tomates, cada uma com as suas qualidades, benefícios e contraindicações.
O tomate cacho, o tomate cereja e entre muitos outros, o grande tomate Coração de Boi. Cada tomate Coração de Boi pode chegar a pesar quase um quilo, optimo para refugados, saladas e neste caso específico para grandes caldeiradas.
Todos nós pensávamos ao longo dos últimos meses que o Aníbal nosso Presidente na sua horta não tinha qualquer tipo de tomates, quando muito uns “tomatinhos” cereja, e somos agora confrontados com grandes tomates Coração de Boi.
Quero começar por dizer que pela primeira vez neste mandato senti que tinha valido a pena votar no Anibal, assumo que votei nele, se fosse uma questão “gay” estava a assumir que saia do armário. Quero dizer desde já que não acredito que vá sair nenhuma solução desta decisão e que devia ter ido mais longe nos seus poderes presidenciais avançando já para um governo de iniciativa presidencial, o momento que atravessamos é de tal forma urgente e critico que esta decisão peca por tardia, mas que nos deve mover para uma transversal união de salvação nacional e restauração da nossa soberania (mais ou menos, também não vamos chatear muito os gajos porque o cheque dá jeito).
Esta decisão comporta na minha humilde opinião (que pode mudar amanhã, ou seja é a modos que irrevogável) uma grande virtude, confrontarmo-nos pela primeira vez publicamente com os nossos eleitos partidários, pela primeira vez vai ser posta á prova a forma como servem a nação, como servem com vassalagem os poderes ocultos (que de ocultos já têm pouco pois isto já funciona tudo á descarada) e os seus pares nas várias agências de alavancagem dos seus quadros.
Os três partidos do arco da governação (os outros também não contam, falarei nisso amanhã) vão ser confrontados publicamente com este repto do Aníbal e vamos chegar á conclusão que neste momento estas estruturas partidárias e os seus quadros difundidos em todos os organismos de estado e afins são neste momento em si próprios o grande problema da nação, são eles o grande gerador de despesa pública e são eles que consomem a mais larga fatia dos recursos.
Não quero que pensem que defendo a elevação de um novo “Sidónio”, mas gostava que me demonstrassem que não vivemos já em ditadura, se não será só uma questão de semântica ou de figura de estilo. Nenhum deputado da nação me representa (não sei qual foi que eu elegi), todos eles representam os seus “cartéis” e os seus escritórios e directórios, o governo as autarquias são agências de colocação de quadros. Antes dos concursos públicos os contratos e as colocações eram efectivadas por nomeação, sabia-se quem nomeava e quem era nomeado responsabilizando ambos, nomeadores e nomeados, agora escolhe-se sempre o “primo” do “tio” do “irmão” e do “cunhado” (e daquele que deu o maior donativo para a campanha eleitoral), mas nunca se sabe quem tem a responsabilidade, como se fosse-mos todos a ter a responsabilidade democrática daquele tipo ir mamar na teta do estado (que secou).
A grande virtude desta decisão é deixar-nos confrontados com aqueles que elegemos, que se regem apenas pelo Principio de Peter (quem não esteja familiarizado pesquise no Google) e que infelizmente nos próximos dias nos vão brindar com um degradante espectaculo. A grande virtude da decisão do Aníbal vai ser demonstrar que temos de seguir outro caminho, é que já me parece que na primeira monarquia constitucional em 1822 era este retângulo da Tugolândia mais democrático que é hoje…

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O amor...


Tento manter o pensamento ocupado com inutilidades, prefiro esquematizar circunstâncias inalcançáveis e fúteis, deslumbrantes e confortáveis. Distraio-me com a mais pequena e vulgar conjectura de encenação, com uma borboleta sem cor, com um simples odor mais ou menos adornado. Invento mil dimensões improváveis que abraço sem as conseguir tocar e que aperto junto ao peito sentindo-as minhas uma fracção de tempo, como uma lagrima cristalizada em âmbar que quero fazer durar a eternidade.
Faço por entorpecer os sentidos, tento visualizar o infinito através de um nevoeiro cerrado que a minha mente não quer deixar dissipar, tudo porque já não quero estar comigo, sinto repulsa de conseguir olhar-me e ler-me, sonho em transformar-me num vagabundo a quem com displicência podia dar uma moeda e fazer desaparecer com um sorriso embriagado no rosto.
Não me apetece escrever sobre mim, assusta-me o quanto possa conseguir ser cruel, não quero explorar o meu lado negro com medo dos demónios que lá se escondem. Quero escrever sobre mundos, espaços e ternuras onde sei que não me vou encontrar. Vou escrever sobre o amor esta noite.
Vai ser um exercício de imaginar com os sentidos, vou vasculhar nas cinzas e tentar demonstrar que talvez ainda exista uma réstia de humanidade naquilo que me tornei.

Não sei nada sobre o Amor.
Será o amor o sentimento umbilical que une ascendentes e descendentes com um cimento á prova de todas as desvirtudes e caprichos, será o amor o sentimento maternal que nos faz sentir as criaturas mais especiais do universo e que depois nos deixa impreparados para amar?

Será o Amor a fúria carnal e animal de um orgasmo? Será o amor um olhar, será o amor um sorriso?
Uma vez apaixonei-me por um sorriso, era um sorriso fácil e generoso, natural e despido, era uma gargalhada harmoniosa que lhe deixava as narinas trémulas e dilatadas, como se sorve-se todo o ar do mundo, expirando-o depois mais doce. Era um sorriso que me iluminava, que dava sentido a todos os dias de uma vida, era um sorriso que me deixava em paz comigo.

Era Pedro e Inês.

sábado, 6 de julho de 2013

De Visita a D. Carlos - Entrada 1

“Temos o mundo nas mãos, mas Deus não nos deixa brincar com ele, procuramos insistentemente o mecanismo que constrói os sonhos e a sua propriedade, mas não é possível materializar a propriedade dos sonhos, eles pertencem á humanidade, são apenas o simples e natural pulsar da vida, alheios a vontades e desejos.
Atravessa-me o flagelo intelectual do fracasso e a falta de propósito transformou-se num fatídico e voraz sentido magnético de alcançar incansavelmente o fim.
O pior de estar perto do fim é a sensação de lucidez, ser lúcido é mais doloroso do que estar sóbrio, quase que sentimos o divino, e o próprio Deus deve sentir esse vazio e essa solidão, essa necessidade de chorar sem o conseguir afasta-nos da condição humana.
É quase cruel constatarmos que aqueles que mais nos magoam são aqueles que mais queremos e nos são mais próximos, são esses que na sua infinita boa vontade, nos transformam nos monstros que somos. Ao primeiro afecto o monstro, animal na génese, começa por dominar o seu território, no inicio a alimentação, depois o primeiro brinquedo, o primeiro sorriso, o primeiro beijo, o primeiro drama, a seguir multiplicam-se as varias concepções de conjunturas instáveis de amor, domínio e necessidade, prazer, controlo e afirmação. O monstro é um animal insaciável e egoísta.
Estranho estes pensamentos que me assolam nesta primeira entrada, talvez o medo da novidade, talvez agonias do passado, certo porem que hoje é o dia de um novo começo. Farei diariamente entradas neste diário, cumpro assim o compromisso assumido, é engraçado escrever num simples caderno, confesso que tenho dificuldade em escrever á mão, há anos que não escrevia usando um simples lápis, as novas tecnologias formataram-nos de tal forma que parece arcaico o uso do caderno e do lápis á luz de um simples candeeiro a azeite, confesso porem que o aroma é agradável e a ténue luz chega a parecer romântica.
Hoje foi o dia da minha chegada, sinto dores musculares generalizadas mas de resto sinto-me bem, a travessia foi acompanhada de perda de consciência mas estou a seguir o protocolo e a calendarização estudadas.
Talvez este seja o meu tempo e esta vinda a outro tempo seja o recuperar do tempo que desperdicei.”
Coimbra, 6 De Julho de 1906
Fechou o caderno num gesto vagaroso com o olhar perdido nas sombras projectadas pelo candeeiro, instintivamente pegou no maço de tabaco e tirou um cigarro que acendeu num gesto habituado, o fumo complacente adensou o ambiente misturando-se com a luz criando uma aura intensa no minúsculo quarto. Pegou na garrafa e verteu no copo de vidro baço o suficiente para cobrir o fundo, pousou a garrafa, olhou o rótulo da garrafa sorrindo, por de cima da marca BUSHMILLS, irish whisky, tinha a data de 1608, achava curiosa esta sobreposição de datas e de caberem todas no mesmo tempo.
Encostou-se na cama arrumando o lápis e o caderno na mesa-de-cabeceira e continuou inerte saboreando o fumo e acompanhando a sua libertação com algum conforto. Bebeu de um trago o copo como que na procura vertical de um prazer e pouso-o com displicência maravilhado pela luz quase espessa do candeeiro, os olhos voltaram a prender-se no caderno preto, ia ser o seu legado, nada mais iria deixar de si, tudo o resto fazia parte do projecto, mas a sua alma iria ficar agarrada aquele simples caderno.
A sua vida tinha toda sido pautada por excessos, na procura do prazer e de algum significado existencial, a procura sempre lhe trouxe um sabor épico de uma cruzada, sempre quis definir um propósito onde não existe propósito algum para além da própria procura, e essa procura esgota-nos e afasta-nos da realidade.
Poucos homens em todo o mundo teriam aceitado fazer parte desta investigação, procuraram alguém sem metas, alguém perto do fim, alguém que pela sua vivência fosse capaz de ter a motivação suficiente de querer mudar o rumo da história ou pelo menos gastar os seus últimos dias a tentar.
É um homem diferente, chegou aqui porque acredita que a piedade dói mais que a solidão.
Nasceu em 19 de Março de 1974, deram lhe o nome de Armando José da Costa Cabral, Armando que era o nome do Pai, José porque nasceu no dia de S. José, da Costa Cabral era o apelido de família, peso que tinha de carregar.

Amar te assim Perdidamente !!...Porque o amor vence todas as barreiras (ou não)


sexta-feira, 5 de julho de 2013

De volta à visita a D. Carlos

De volta á “Visita a D.Carlos”
Cá estou eu de volta á minha tentativa de projecto cientifico-literário, devo dizer desde já que em breve vou desistir do mesmo como aliás tenho desistido de tudo ao longo de um percurso atribulado de vida. Com facilidade perco o entusiasmo, depois do enamoramento e da paixão que me deixam deslumbrado vem o tédio, não suporto o tédio, aflige-me a rotina e sou avesso às responsabilidades, sou à falta de melhor definição, um adolescente de cabelos brancos.
Não me atrai propriamente a escrita de tal novela histórica mas sim todo o processo de pensamento imaginário que implica. O desafio coloca-se na capacidade de visualização de tal empreitada. Este exercício de imaginação dá me mais prazer do que a sua potencial criação, no acto da criação a fase de concepção da ideia é a mais pura, não depende de nenhum padrão pré definido, não depende de aprovação ou julgamentos de qualquer espécie, é a mais pura libertação de emoções onde só nos confrontamos com o que somos e esquecemos o que fomos, o que queríamos ser e o que poderíamos ter sido. A pureza cristalina de uma ideia fascina-me profundamente.
Já decidi que o tempo tem de ser alargado, têm que me enviar uns tempos antes para ter tempo de em tempo realizar a minha tarefa, existem inúmeras figuras da época que quero conhecer, quero visitar e revisitar espaços e teorias espaço temporais. Decidi pois que dois anos será o tempo suficiente, também não me quero apegar demasiado a outro período que não vivi, até os que vivi às vezes parecem ser de terceiros, parecem ser personagens secundárias imaginadas por uma divindade demente.
Posto isto, surge-me a primeira dúvida, tenho de ter um nome forte para o personagem principal (papel que vou personificar), podem pensar que não é importante mas neste momento parece-me crucial, tem de ter um nome forte, um nome que o defina pelo que representa. Para quem possa pensar que não é importante imaginem que lhe chamava Judas da Silva Negrão Albuquerque.
Analisando o nome e cada um dos apelidos em separado podemos chegar a várias conclusões, começando por Judas não tenho dúvidas que o sentimento que assaltava qualquer leitor seria traidor, mas o que se calhar poucos sabem é que Jesus Cristo tinha dois Apóstolos dos doze com o nome próprio de Judas, o Iscariotes e o Tadeu, o primeiro como todos sabem foi o do beijo da traição por trinta moedas, o que se calhar poucos sabem é que em relação ao segundo existem várias correntes de opinião Teológica, há os que defendem (corrente maioritária) que seria primo de Cristo, irmão de Tiago, e os mais criativos que acreditam que seria irmão do próprio Jesus Cristo. Assim sendo o nome de Judas devia ser conotado como um pilar de família, um irmão, um primo fiel, mas será isso que interiorizamos ao ouvir o nome Judas?
Falemos dos Silva, uma larga faixa dos leitores (desconfio que não são muitos… pronto o único que lê isto), vai associar ao Aníbal nosso Presidente, o apelido Negrão será associado ao eco das últimas nomeações, assim como Albuquerque neste dia nunca seria associado ao grande Afonso de Albuquerque.
Julgo que já provei a importância do nome a dar ao personagem principal, chegados aqui o meu pensamento vai para o Camilo, quem não se lembra do Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda? (isso sim é um nome de um personagem) Nenhum deputado poderia ser eleito (bem eles não são eleitos) sem provar que leu a Queda de um Anjo, (deviam fazer exame), infelizmente nos dias que correm não são as Ifigénias que corrompem os corações puros e ingénuos dos deputados da nação.
Tenho de amadurecer este raciocínio, ponderar bem a escolha.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Homem só...meu irmão...

Serve esta publicação para apresentar mais as minhas sinceras desculpas ao Grande Mestre Luis Goes, mas não resisti.

Homem Só!!!...Meu irmão....


terça-feira, 2 de julho de 2013

Que rico caldinho

Nunca a expressão “vamos nos ver gregos” fez tanto sentido. Quando eu ontem escrevi que tinha-mos resvalado no incerto e falei num fim de ciclo, não pensava que nos iriamos atirar do abismo no dia seguinte. Nada nos salva de um segundo resgate, os próximos tempos vão ser muito difíceis na Tugolândia, isto já não tem remédio…telefonem lá ao Medina Carreira para indicar a dona de casa que venha governar isto, pior não fica de certeza.
Vamos viver uma tragédia grega mas sem gregos… com tugas, vai ser o caos mas regado com uma pinga de azeite, umas azeitonas e um jarro de palheto.
O País Faliu, a Europa faliu. Entreguem isto de uma vez…
Agora estou curioso para ouvir o nosso Primeiro, aposto que ainda vai ter a lata de querer ficar, ficará um rico caldinho ele de braço dado ao Anibal…

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Adeus Gasparzinho ...


Adeus Gasparzinho…
Interrompo hoje a minha aventura cientifico-literária (bolas… comecei ontem…) para falar do tema do dia. Quem não se lembra do “fantasminha camarada”, simpático e bonacheirão? Nesta hora de despedida é a imagem mental que me fica de Gaspar Ex Ministro das Finanças, não que o considere simpático e muito menos bonacheirão, mas pela figura simbólica de um fantasma, que incorpora o medo e a incerteza de uma outra vida no além. Se efectivamente foram assustadores estes últimos dois anos, mais assustador me parece o cenário fantasmagórico que fica com a sua saída.
Resvalámos no incerto, escorregamos definitivamente num fim de linha, fim de ciclo …
Coitado do Seguro, deve ter o rabo tão apertadinho com a aflição que nem um caroço de azeitona lá passa, nesta altura antes das Autárquicas têm que convir que isto não dá jeito nenhum, embora a escolha desta ministra por parte do nosso Primeiro seja um acto de desespero tal, que tenho dificuldade em transforma-lo em algo alegórico, apenas comparo o sentimento que o pobre deve sentir, aquele que eu sentia cada vez que calhava na equipa (quando em miúdo jogava á bola) aquele puto filho do barbeiro que não jogava nadinha, mas tinha que ser porque mais ninguém queria vir para a minha equipa, acontecia sempre que não era o dono da bola, quando levava a minha bola….ahhh escolhia sempre o Chico preto que corria como ó caralho….
Quem sai a ganhar são os do costume que gerem os cadernos de encargos dos interesses, e não pensem que me estou a referir aos grandes interesses, á banca e aos monopólios, refiro-me aos pequenos tratos de zés da esquina, aos favorzinhos, às negociatas e ao lugarzito para o primo da cunhada do vizinho do 5º esquerdo. Aqui na Tugolândia toda gente conhece alguém que até conhece o “gajo” que está a fazer as listas. O grande cancro da Tugolândia são as estruturas partidárias e a forma como são geridos os interesses dentro dos partidos, se há gente a abrir garrafas de champagne elas certamente pertencem às várias concelhias do maior partido da coligação do governo…A esta hora o Relvas já ligou a todas e ainda não dever ter conseguido parar de rir…
Voltando ao Gaspar e porque me apetece fazer de advogado do diabo, coitado também não tem sorte nenhuma, é primo do Francisco Louçã. Isto das famílias sempre me intrigou, sempre dei por mim por exemplo a imaginar como seria um jantar de natal da família Portas (Infelizmente um dos irmãos já falecido, não sei se o certo), a pobre da mãe a dizer “Ó Miguel lá vens tu outra vez com essa tshirt do barbudo da boina, veste uma camisinha do teu irmão!” com a “boazona” da irmã a rir-se (lá estou eu a fantasiar coisas…confesso que sempre tive um fraquinho pela Catarina). Como estava a dizer quero defender o Gaspar, temos de admitir que muito embora errado (ou não) ele estava convicto do caminho, e seguiu por ele sem desvios, são qualidades raras aqui pela Tugolândia.
Francamente espero que estes dois penosos anos de sacrifício não tenham sido em vão, espero que a história não venha a demonstrar que afinal o Gaspar (desgastado e derrotado pelos seus) afinal até tinha razão, isto ás vezes de ser advogado do diabo leva-nos a que o mesmo ganhe a causa…coisas do diabo e dos fantasmas…sim o fantasma do Gasparzinho vai continuar por ai…
E por falar em história e novamente em fantasmas (fantasmas do passado) temo que a situação na Tugolândia se venha a agravar de tal maneira que a solução do povo venha a ser voltar a arranjar um ditador a sério, que de pequenos ditadores já estamos fartos…Bem com essa me fico e vou beber uma mini á saúde do Gasparzinho (não vá começar a escrever merdas sérias que são como o diabo, mais vale nem se falar dele não vá estar a ouvir, já diz o ditado tuga, “longe da vista longe do coração”), espero não ter saudades tuas Gasparzinho “Fantasminha camarada”…
Eu sei, eles não te compreendem e gozam contigo com o Almanaque Borda D’Agua, claro que foi a chuva e o vento, são uns rústicos, até o cabrão do “Camone” se escavacou a rir contigo… tens razão não se faz…
Vá… não fiques assim… até tem estado um solzinho, aproveita a ver se arrebitas que andas pálido, vai ao Meco apanhar uma “corezinha”, esquece essa gorda que não é mulher para ti…